Crise no PL: Vereadores de São Caetano renunciam à direção do partido em solidariedade a Tite Campanella
SÃO CAETANO DO SUL – O cenário político de São Caetano do Sul sofreu uma reviravolta nesta terça-feira (7). Após a confirmação da expulsão do prefeito Tite Campanella do Partido Liberal (PL), a bancada de sustentação do governo na Câmara Municipal reagiu de forma imediata. Quatro dos cinco vereadores da legenda entregaram seus cargos na comissão executiva municipal, deflagrando uma crise interna na sigla.
O Estopim: A Expulsão do Prefeito
A decisão de expulsar Tite Campanella foi oficializada pelo diretório estadual do PL, sob o comando de José Tadeu Candelária. O motivo central foram críticas ácidas desferidas pelo prefeito ao senador Marcos Pontes (PL) durante um evento da Associação Comercial e Industrial de São Caetano do Sul (ACISCS) em março. Na ocasião, Tite afirmou que São Paulo sofria com a "pior representatividade no Senado" da história, o que foi interpretado pela cúpula do partido como falta de urbanidade e infidelidade partidária.
Renúncia em Bloco na Executiva
Diferente de boatos que circularam sobre a perda de mandatos, os parlamentares permanecem em suas cadeiras na Câmara, mas abandonaram a liderança administrativa do partido na cidade. Os nomes que formalizaram a saída da direção são:
Cicinho Moreira: Deixou a presidência do PL municipal.
Caio Salgado: Renunciou à vice-presidência e à liderança da bancada.
Luís Galarraga: Entregou o cargo de secretário.
Carlos Humberto Seraphim: Deixou o posto de suplente do diretório.
O vereador Pio Mielo, que também integra a base do governo, não acompanhou a renúncia coletiva da executiva neste primeiro momento, mantendo uma posição de cautela diante do imbróglio jurídico.
Impacto Político e Próximos Passos
A saída dos vereadores dos cargos diretivos isola o diretório estadual em São Caetano e sinaliza que o grupo político de Tite Campanella deve buscar uma nova legenda em breve. Juridicamente, os vereadores precisam agir com cautela para evitar processos de perda de mandato por infidelidade partidária, caso decidam se desfiliar fora da "janela partidária".
Em nota, os parlamentares que renunciaram à executiva reafirmaram o apoio à gestão de Tite e criticaram a decisão "monocrática" da estadual, alegando que o prefeito apenas exerceu seu direito de crítica política.

Tribuna do ABCD
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