CPMI do INSS: Quebra de sigilo revela movimentação de R$ 19,5 milhões de "Lulinha"
Investigação aponta 1.531 transações bancárias do filho do presidente entre 2022 e 2026; dados incluem repasses diretos feitos pelo presidente Lula.
Brasília — A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS recebeu, nesta quarta-feira (5 de março de 2026), dados detalhados da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha". O relatório, que já circula entre os membros da comissão, revela um volume financeiro que surpreendeu os parlamentares da oposição.
O Volume das Transações
De acordo com os documentos obtidos pelo g1, a movimentação total de Lulinha somou R$ 19,5 milhões nos últimos quatro anos. O período analisado compreende o último ano do governo anterior e os três primeiros anos do atual mandato de seu pai, Luiz Inácio Lula da Silva.
Os principais pontos do relatório apontam:
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Frequência: Foram registradas 1.531 operações (entre depósitos, saques, Pix e transferências).
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Fluxo: O montante de R$ 19,5 milhões engloba tanto a entrada quanto a saída de recursos, além de movimentações entre contas de mesma titularidade.
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Repasses Familiares: O material destaca três transferências específicas feitas pelo presidente Lula para o filho, totalizando R$ 721 mil.
A Conexão com a CPMI do INSS
A comissão investiga se empresas ligadas a Lulinha teriam sido beneficiadas por contratos de consultoria ou serviços prestados a entidades que possuem convênios com o INSS ou que gerenciam fundos de pensão. A oposição, liderada por parlamentares do PL, sustenta que o volume financeiro é "incompatível" com a atividade empresarial declarada.
A Defesa e o Palácio do Planalto
Em nota oficial emitida logo após a divulgação dos dados, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva foi enfática ao negar qualquer irregularidade:
"Todas as movimentações bancárias de Fábio Luís são fruto de suas atividades profissionais como empresário e consultor, com impostos devidamente recolhidos. Os valores são absolutamente legais e legítimos. As transferências recebidas de seu pai, o presidente Lula, são de natureza privada e familiar, devidamente declaradas no Imposto de Renda de ambos."
O Palácio do Planalto, até o momento, não se manifestou oficialmente, tratando o assunto como uma questão particular do filho do presidente.
Reações Políticas
A divulgação dos extratos ocorre no mesmo dia em que a oposição tenta votar a convocação de Lulinha para depor na comissão.
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Oposição: O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que os dados são o "batom na cueca" que faltava para aprofundar a investigação.
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Governo: Parlamentares da base governista alegam "lawfare" e afirmam que a quebra de sigilo é uma tentativa de desgaste político para ofuscar o crescimento de Lula nas pesquisas.
Tribuna do ABCD
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