Acorda, Brasil: Direita ocupa a Paulista em ofensiva contra o Governo e o STF
SÃO PAULO – Sob um céu nublado e forte esquema de segurança, a Avenida Paulista foi palco neste domingo (01/03/2026) de uma das maiores mobilizações da oposição desde o início do ano. O ato, convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), serviu como termômetro para a união da direita visando as eleições de 2026 e como um grito de protesto contra as recentes decisões do Judiciário.
1. Pautas e Reivindicações
A manifestação foi centrada em três pilares principais, unindo descontentamento econômico e jurídico:
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Impeachment de Ministros do STF: O foco principal foram os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O estopim recente foi a mudança da relatoria de um caso envolvendo o Banco Master, que saiu de Toffoli para André Mendonça, gerando acusações de "manobras" por parte dos manifestantes.
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Anistia aos Presos do 8 de Janeiro: A defesa da "dosimetria das penas" e a liberdade para os condenados pelos atos em Brasília em 2023 foram temas recorrentes em quase todos os discursos.
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"Fora Lula": Protestos contra a condução econômica do país, a inflação e a política externa do governo atual.
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Temas Controversos: O palanque foi marcado por ataques diretos à honra de ministros. O pastor Silas Malafaia chamou Alexandre de Moraes de "pateta" e "panaca", além de levantar suspeitas sobre contratos do escritório de advocacia da esposa do ministro com o Banco Master, classificando a situação como "corrupção deslavada".
2. Guerra de Números: Estimativas de Público
Como é comum em grandes atos, houve divergência entre as metodologias de contagem:
| Fonte | Estimativa | Metodologia |
| Poder360 | 22.800 pessoas | Uso de fotos de alta resolução e contagem por quadrantes. |
| USP / Cebrap | 20.400 pessoas | Software de IA com drones (margem de erro de 12%). |
| Organizadores | 150.000+ pessoas | Estimativa baseada na ocupação de quadras da avenida. |
| Polícia Militar | Não divulgado oficialmente até o fechamento desta edição. | - |
3. Lideranças e Perfil dos Participantes
O palanque principal reuniu a "espinha dorsal" da oposição brasileira. Abaixo, o histórico dos principais nomes presentes:
Nikolas Ferreira (PL-MG)
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Papel no ato: Organizador e principal orador.
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Histórico: Deputado federal mais votado do Brasil em 2022. Conhecido por sua forte presença digital e pautas conservadoras/cristãs. É visto como o principal herdeiro do capital político jovem do bolsonarismo.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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Papel no ato: Representante da família Bolsonaro e pré-candidato à Presidência.
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Histórico: Senador e filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tem atuado na articulação política do PL no Senado e é a aposta da família para a sucessão presidencial, dado que seu pai permanece inelegível.
Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD)
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Papel no ato: Governadores de MG e GO, respectivamente.
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Histórico: Ambos representam a direita administrativa e moderada. A presença de ambos na Paulista sinaliza uma tentativa de unificação entre o "bolsonarismo raiz" e a direita de gestão, de olho em chapas majoritárias para 2026.
Silas Malafaia
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Papel no ato: Líder religioso e financiador intelectual/logístico.
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Histórico: Presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Há décadas é uma voz influente na política brasileira, utilizando sua oratória para mobilizar o eleitorado evangélico contra pautas progressistas e o Judiciário.
4. Análise do Cenário
A ausência notável foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que cumpre agenda no exterior. No entanto, o prefeito Ricardo Nunes compareceu, reforçando sua aliança com o setor conservador para sua manutenção política na capital.
O ato terminou por volta das 17h, sem registros de violência grave, mas com a promessa dos organizadores de que "este é apenas o começo de uma primavera brasileira contra o sistema".
Tribuna do ABCD
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