URGENTE: A "Paz Armada" entre Washington e Brasília
Data: 26 de janeiro de 2026 Local: Brasília / Washington D.C.
Após meses de crise diplomática, STF e Casa Branca ensaiam trégua, mas vistos permanecem suspensos
O cenário geopolítico entre o Brasil e os Estados Unidos vive hoje, 26 de janeiro, um momento de "paz armada". Após um segundo semestre de 2025 marcado por uma escalada de tensões sem precedentes, o governo de Donald Trump e o Judiciário brasileiro, liderado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), parecem ter entrado em uma fase de descompressão cautelosa, embora longe de uma normalização total.
O Fim das Sanções Econômicas A notícia que domina os bastidores de Brasília nesta segunda-feira é a consolidação do acordo diplomático costurado no final de dezembro. O Departamento do Tesouro dos EUA confirmou a retirada definitiva do nome do Ministro Alexandre de Moraes (e de seus familiares) da lista de nacionais especialmente designados (SDN List) do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
A inclusão, ocorrida em julho de 2025 sob a justificativa da Lei Global Magnitsky (que pune violações de direitos humanos), havia sido o ponto mais baixo das relações bilaterais, congelando eventuais ativos do ministro e proibindo transações com entidades americanas. A reversão da medida foi obtida após negociação direta entre o Presidente Lula e Donald Trump, envolvendo contrapartidas comerciais e a redução de tarifas sobre o aço brasileiro.
O Impasse dos Vistos Apesar do alívio nas sanções financeiras, a questão dos vistos continua sendo uma ferida aberta. Segundo fontes do Itamaraty, os vistos de turismo e diplomáticos de oito ministros do STF — incluindo o presidente Luís Roberto Barroso e o decano Gilmar Mendes — permanecem revogados ou em análise administrativa "sine die" pelo Departamento de Estado americano.
A manutenção do bloqueio é lida por analistas como um recado político contínuo da administração Trump: embora as sanções econômicas (consideradas "nucleares") tenham sido removidas para não implodir as relações comerciais com o Brasil, a barreira de entrada pessoal aos magistrados serve para manter a retórica de crítica ao que a ala republicana chama de "ativismo judicial" no Brasil.
Reação Interna: O "Código de Conduta" Em resposta à pressão internacional e buscando blindar a corte de novas ofensivas, o STF iniciou hoje discussões internas sobre um novo "Código de Ética e Conduta". A medida, debatida em sessão administrativa, visa estabelecer regras mais rígidas para a atuação dos ministros em redes sociais e em eventos públicos, uma tentativa de esvaziar as críticas de politização que municiaram a ofensiva da ultradireita americana.
Análise Para a diplomacia brasileira, o pior momento (o risco de ruptura total em 2025) passou. No entanto, a relação entre o STF e a Casa Branca entrou em uma nova fase de vigilância. Trump mantém a "espada" dos vistos sobre a cabeça do Judiciário, enquanto o STF busca, através da autocontenção, evitar dar novos motivos para retaliações externas, num ano que promete ser decisivo para a estabilidade institucional do país.
Tribuna do ABCD
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